No Comércio Exterior, a cotação de frete costuma ser um dos primeiros pontos analisados pelas empresas. Naturalmente, o preço chama a atenção, afinal, ele impacta diretamente o custo final da operação. No entanto, avaliar o frete apenas pelo valor é um dos erros mais comuns e mais caros para importadores e exportadores.

Uma cotação de frete envolve muito mais do que o número apresentado no orçamento. Prazo, confiabilidade, tipo de serviço, riscos operacionais e alinhamento com a estratégia logística da empresa são fatores que podem transformar um “frete barato” em um grande prejuízo.

Neste artigo, destacamos 8 dicas para você entender o que realmente deve ser avaliado em uma cotação de frete internacional e por que a análise técnica faz toda a diferença para o sucesso da operação.

Preço é importante, mas não é tudo

O valor do frete é, sem dúvida, um fator relevante. Porém, quando analisado isoladamente, ele não revela:

  • a qualidade do serviço prestado;
  • os riscos envolvidos no transporte;
  • os custos indiretos que podem surgir ao longo da operação;
  • a confiabilidade do prazo prometido.

Muitas empresas descobrem isso apenas quando a carga atrasa, sofre avarias ou gera despesas inesperadas com armazenagem, demurrage ou retrabalho documental.

 

1. Prazo de trânsito e confiabilidade

Um dos primeiros pontos que deve ser avaliado em uma cotação é o prazo de trânsito real, e não apenas o prazo estimado. É fundamental entender:

  • se o transit time considera escalas;
  • se há histórico de atrasos na rota;
  • se o prazo é compatível com a necessidade do cliente final ou da produção.

Um frete mais barato com prazo instável pode comprometer contratos, gerar ruptura de estoque e impactar diretamente o faturamento da empresa.

2. Tipo de serviço: direto ou consolidado

Nem todo frete atende da mesma forma todas as operações. É essencial identificar:

  • se o embarque será direto ou consolidado;
  • se haverá transbordos;
  • como funciona o processo de desconsolidação no destino.

Em cargas sensíveis ou com prazos críticos, um serviço aparentemente mais caro pode ser o mais seguro e eficiente no longo prazo.

3. Riscos operacionais envolvidos

Cada modal e rota possuem riscos específicos. Uma boa análise de frete considera:

  • exposição a avarias;
  • riscos de extravio;
  • histórico de congestionamento em portos ou aeroportos;
  • períodos de alta sazonalidade logística.

Ignorar esses fatores pode resultar em custos que não aparecem na cotação inicial, mas impactam fortemente o resultado da operação.

4. Custos adicionais 

Uma cotação de frete deve ser analisada de forma completa, considerando:

  • taxas portuárias;
  • custos de armazenagem;
  • sobretaxas sazonais;
  • custos de demurrage;
  • despesas no destino (THC, handling, entre outras).

Fretes aparentemente mais baratos podem não incluir todos esses custos, o que gera surpresas desagradáveis ao longo do processo.

5. Adequação ao tipo de carga

O tipo de carga influencia diretamente na escolha do frete. É fundamental avaliar:

  • peso e cubagem;
  • natureza da mercadoria;
  • necessidade de controle de temperatura;
  • exigências regulatórias;
  • valor agregado da carga.

Uma cotação eficiente considera essas características para indicar o modal, a rota e o serviço mais adequados, não apenas o mais barato.

6. Experiência e rede do agente de cargas

Outro fator decisivo é quem está por trás da cotação. A experiência do agente de cargas e sua rede de parceiros fazem diferença em:

  • negociação de espaço;
  • gestão de imprevistos;
  • comunicação durante o transporte;
  • rapidez na tomada de decisão em situações críticas.

Uma rede sólida próxima aos principais portos e aeroportos garante mais controle e previsibilidade ao longo do embarque.

7. Integração com o desembaraço aduaneiro

O frete não pode ser analisado de forma isolada. Ele precisa estar alinhado com:

  • o despacho aduaneiro;
  • a documentação exigida;
  • as licenças e anuências necessárias;
  • o planejamento fiscal e tributário.

Uma escolha inadequada de frete pode gerar incompatibilidades documentais e atrasos no desembaraço, aumentando custos e riscos.

8. Visibilidade e acompanhamento da carga

A cotação ideal também deve considerar o nível de visibilidade oferecido:

  • rastreamento em tempo real;
  • comunicação ativa sobre o status do embarque;
  • alertas de possíveis desvios ou atrasos.

Informação é um ativo estratégico no Comércio Exterior e faz toda a diferença na tomada de decisões ao longo da operação.

Conclusão

Escolher o frete internacional apenas pelo menor valor pode custar caro. Uma cotação eficiente deve ser analisada de forma estratégica, considerando todos os fatores que impactam a operação do início ao fim.

Empresas que entendem isso conseguem reduzir riscos, evitar custos ocultos e operar com muito mais segurança no Comércio Exterior.

É por isso que na TCW ajudamos nossos clientes a transformar a cotação de frete em uma decisão inteligente, alinhada à estratégia do negócio, e não apenas ao preço.

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